O pastor foi encaminhado para Uberlândia onde foi registrado o auto de prisão em flagrante

Nessa quarta-feira(24), o Grupo de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), prendeu um pastor evangélico que atua como vereador na cidade de Ituiutaba (MG). Pastor Amaury (PSD), foi preso pelo crime de concussão, “que é o estelionato cometido pelo servidor público, quando uma das partes exige para si alguma vantagem indevida”.

O pastor exigia e tomava parte dos salários de seus assessores do gabinete de acordo com as investigações. Por enquanto, ainda não foram apurados os valores totais, mas segundo o Gaeco, ele se apossava de pelo menos R$ 4.500 todos os meses, exigindo parte dos pagamentos dos assessores. Somado todos os meses desde que o pastor assumiu o cargo, o valor chega a aproximadamente R$ 135 mil.

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Amaury foi encaminhado para Uberlândia onde foi registrado o auto de prisão em flagrante, logo depois foi encaminhado para o Presídio Jacy de Assis.

Segundo as investigações, o vereador cometia as irregularidades desde o início de seu mandato, há cerca de 30 meses. O pastor negou as acusações e disse que o dinheiro que foi encontrado no seu gabinete seria para pagar despesas da sua igreja.

Entretanto, o promotor responsável pelo Gaeco, Daniel Marotta Martinez, explicou que as provas são contundentes.

“O Gaeco foi procurado há algum tempo atrás por um assessor do Pastor Amaury dizendo que todos os pagamentos que ele recebia tinha que devolver uma parte para o vereador, cerca de 60% do salário. O assessor levou algumas provas contundentes à promotoria, como conversas gravadas com o vereador, conversas por WhasApp, tudo bem documentado”, contou.

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A pena para o crime de concussão varia entre dois e 12 anos de reclusão. Porém a situação do pastor pode ser mais complicada segundo o promotor do caso. Para cada cada mês e cada funcionário que devolveu parte do salário é creditado um crime diferente.

Dessa forma, se contados todos os meses desde que assumiu o cargo, o pastor cometeu pelo menos 90 crimes de concussão. De acordo com as investigações, ele exigia até 13º salário e férias.