Em uma temporada que teve resultados ruins em quase todo o Litoral, Bombinhas apresenta um resultado fora da curva. Ao menos, é o que mostra o relatório do período de cobrança da Taxa de Preservação Ambiental (TPA), que terminou em 15 de abril. Os dados mostram que o número de veículos taxados – ou seja, de turistas – aumentou 4% em relação à temporada anterior. E as taxas pagas somam R$ 8,3 milhões, um valor 29,6% maior do que a arrecadação do verão 2017/2018.

 
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O aumento no número de veículos taxados é termômetro para o turismo. Já o aumento na arrecadação significa que reduziu a inadimplência – ainda que ela atinja mais da metade do que é gerado em pedágios. O resultado era esperado pela prefeitura devido ao início da operação do Sem Parar, e da cobrança dos inadimplentes em casa, que finalmente começou a funcionar.

Se tivessem sido pagas todas as taxas geradas, Bombinhas teria recebido R$ 17,4 milhões durante o verão. Parte desse valor ainda não é considerado dívida, já que os turistas têm prazo para regularização após deixarem a cidade. O município tem R$ 9,3 milhões a receber, somente do pedágio gerado neste verão.

Menos estrangeiros

A análise dos números da TPA também mostra que a queda no número de turistas estrangeiros, percebida em todo o Estado, se repetiu no município. No verão 2017/2018, mais de 83 mil veículos internacionais foram taxados. Desta vez, foram 64 mil – uma redução de 22%.

Em compensação, o número de veículos nacionais subiu de 487 mil para 505 mil. O aumento foi discreto, de 3,6%, mas importante em um verão de crise generalizada no turismo.

A prefeitura ainda não divulgou o balanço oficial, com a procedência dos veículos e a prestação de contas do pedágio ambiental neste verão. Nesta terça-feira (23), fará um seminário para discutir TPA e saneamento, mobilidade e infraestrutura.

Desde o ano passado, a aplicação dos recursos do pedágio é definida por um conselho, formado por membros da prefeitura e da sociedade organizada.