A Comissão de Pesca, Maricultura, Assuntos do Mar e Agricultura da Câmara de Vereadores reuniu-se com pescadores de Florianópolis para esclarecer dúvidas sobre a pesca da tainha deste ano, que começa no dia 1 de maio, e escutar sobre as principais dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores.


A safra da tainha está prestes a começar mas o Ministério do Meio Ambiente ainda não lançou as normativas e os pescadores artesanais não sabem se poderão sair para o mar. Em 2018, muitos pescadores iniciaram a atividade sem a licença. Houve demora na decisão da existência ou não das cotas para o pescado e da forma de trabalho.

“Todo mundo quer tainha e o pescador artesanal não tem mais nem o direito de pescar. Brigamos para ter uma licença de 3 meses e se não tiver, a polícia coloca uma metralhadora na cara, como se fosse bandido”, afirmou Valdori Almeida, representante da Associação de Pescadores da Lagoinha e Ponta das Canas

“É tanta burocracia e atraso que os jovens não querem mais dar continuidade ao trabalho. Estamos lutando pela licença única, afinal a pesca da tainha traz um desenvolvimento econômico importante. Hoje a agricultura leva 95% dos recursos, enquanto a pesca, somente 5%.” afirma Adriano Weickert, superintendente da Pesca do município

Daniella Canavesso , representante do Ministério da Pesca e Agricultura, disse que os pescadores precisam revalidar as licenças até 30 dias antes do vencimento da mesma: “Tanto embarcação, quanto o profissional precisam estar habilitados”.

“Isso é inadmissível, faremos o máximo possível, para que ano que vem não ocorram esses problemas”, disse Renato Geske (PR) Vereador presidente da Comissão.

Também estiveram presentes o Ibama, a Polícia Militar Ambiental de Santa Catarina, o Sindicato dos Pescadores e várias associações de pescadores da cidade.

Riozinho Logotipo