Técnicos do Projeto Tamar realizaram neste sábado (8), em Florianópolis, a soltura de duas tartarugas-verdes, que tinham sido capturadas por redes de pesca de tainha.

Os animais, considerados jovens, foram retirados da água pelos pescadores há cerca de uma semana. A liberação ocorreu na praia principal da Barra da Lagoa, em frente à sede do projeto, por volta das 15h.

De acordo com o executor do Tamar em Florianópolis, Daniel Rogério, há uma parceria entre os ambientalistas e os pescadores da região. Quando eles percebem que alguma tartaruga acabou enroscada nas redes, eles recolhem o animal e levam até a sede do projeto, para que os répteis sejam avaliados e soltos.

Rogério explica que as tartarugas-verdes são comuns no litoral catarinense. Elas acabam sendo capturadas por redes de pesca porque ficam próximas à costa para se alimentar. Esses animais correm risco de extinção. Por isso, a colaboração com os pescadores é importante, por garantir a segurança dos animais.

Sem ferimentos

Conforme Rogério, as redes de pesca de tainha não machucam as tartarugas. De toda forma, quando elas chegam ao Tamar, passam por avaliação veterinária e recebem um tratamento especial, além de receberem uma etiqueta para que seja possível o monitoramento futuro delas.

Na hora da soltura, é feito um cordão de isolamento, para que as pessoas não atrapalhem a passagem dos répteis da areia até a água.

O técnico diz ainda que há mais uma soltura programada, para o dia 16 de junho, também por volta das 15h.

NSC