Comboio vai percorrer Beira-Mar e via paralela à Via Expressa uma semana após mulher morrer ao ser atingida por linha cortante 

Uma manifestação contra o uso do cerol deve reunir motociclistas no Centro e na área continental de Florianópolis na manhã de domingo. O evento ocorre uma semana depois que a moradora de Biguaçu, Josiane Marques, 34 anos, morreu ao ser atingida por uma linha cortante de pipa quando trafegava de moto na BR-282, a Via Expressa, em São José.

O encontro deve reunir membros de grupos de motociclistas, que vão transitar em comboio em defesa do fim do uso de cerol em pipas. O protesto batizado de “Motoata Cerol Mata” está sendo divulgado nas redes sociais. A saída está marcada para as 9h de domingo, do bolsão em frente ao Koxixo’s, na Avenida Beira-Mar Norte.

 
 
PREVENÇÃO

Morte por linha com cerol evidencia falta de conscientização na Grande Florianópolis

 
 
TRAGÉDIA

"O que a gente espera é que isso não volte a ocorrer", diz irmão de mulher morta por linha com cerol

 
 
SOLIDARIEDADE

Motociclista vende a própria moto para comprar e distribuir antenas corta pipa

 

O percurso seguirá pela Beira-Mar e Ponte Colombo Salles até a Rua Novo Horizonte, uma paralela à Via Expressa, próximo ao ponto em que Josiane morreu no último sábado.

A Polícia Rodoviária Federal informou que foi comunicada da manifestação e deve monitorar o deslocamento no trecho próximo à rodovia federal. A orientação, no entanto, foi de que eles não parassem na rodovia, que não possui mais acostamento. Por isso, a concentração da chegada deve ocorrer na via paralela.

Nos materiais de divulgação da manifestação em redes sociais, a Polícia Militar e a Guarda Municipal de Florianópolis também são mencionadas como órgãos que irão auxiliar.

O inspetor Adriano Fiamoncini, do núcleo de Comunicação da PRF, considera que a prática de utilizar linhas cortantes para soltar pipas não pode mais ter espaço em lugar algum.

– É uma brincadeira irresponsável, que tem que acabar. Os pais têm que conversar com seus filhos. A pipa, uma vez cortada, fica ao sabor do vento, pode percorrer dezenas ou centenas de metros, dependendo do vento. Mesmo soltada dentro de um bairro, em área despovoada, depois de cortada ela pode ser carregada para qualquer lado. Esse é o perigo. Não existe local seguro para essa brincadeira – reforça o inspetor.

nsctotal