Recentemente o leitor Renato Bertoldi foi esperar a passagem do Executivo Amarelinho e percebeu que não podia usar o banco do abrigo do ônibus,

porque o mesmo estava tomado por caramujos. O banco, o abrigo e os espaços adjacentes. Esse ponto é o de número 18 e fica na Rodovia João Paulo.

Caramujos por toda parte.
Caramujos por toda parte.
(Foto: Renato Bertoldi)

Do mesmo modo, o muro que cerca o terreno atrás do abrigo também estava cheio desses animais.

O caramujo-gigante-africano é um molusco da classe Gastropoda, de concha cônica marrom ou mosqueada de tons claros. Nativo no leste-nordeste da África, foi introduzido no Brasil em 1983 visando ao cultivo e comercialização do escargot. Não funcionou na gastronomia e por ser espécie exótica, tomou conta dos terrenos baldios e se proliferou sem enfrentar grandes predadores na cadeia alimentar.

O desequilíbrio do ecossistema tem se transformado num dos principais problemas ambientais da atualidade. Com a extinção de algumas espécies animais e vegetais, ou a introdução de espécies não naturais à determinadas regiões estão ocorrendo, cada vez mais problemas em cadeias alimentares e por consequência, prejuízos para o ecossistema.

Mais caramujos.
Mais caramujos.
(Foto: Renato Bertoldi)

O Renato fez a parte dele registrando um pedido na Diretoria de Vigilância em Saúde da Prefeitura de Florianópolis. Relatou o fato, destacou a presença de idosos, crianças e senhoras grávidas, e o risco da contaminação transmitida pelos caramujos e pediu uma limpeza no local. Continuaremos atentos aguardando a mobilização do setor responsável da Prefeitura.

Por Mário Motta

nsc