Condomínios e loteamentos, lojas e supermercados são o indicativo de que no local a economia avança. Dados de agosto apontam que há mais de 20 mil empresas ativas no município.

 

João Cesar de Castro e equipe no Cidade Pedra Branca – Foto: Divulgação/ND

Entre elas está a franqueadora do paranaense João Cesar de Castro, recém-instalada na Cidade Pedra Branca. Formado em processamento de dados, Castro é empreendedor da área de tecnologia. Ele conta que há pelos menos dois anos começou a pesquisar sobre Santa Catarina e o município de Palhoça se destacou.

Qualidade de vida

Não foi apenas pelos negócios que o empresário trocou Curitiba pela Grande Florianópolis. Ele conta que a qualidade de vida em Palhoça pesou muito na hora da escolha.

“Gostaria de ter uma excelente qualidade de vida, e encontrei isso no bairro Pedra Branca, onde está localizada minha empresa e moradia”, ressalta.

Para Castro, que mora há 10 meses na cidade, Palhoça é o lugar ideal para trabalhar e morar. Nem mesmo o conhecido estresse pré-abertura de empresa ele passou. “Recebemos apoio e foi tudo muito tranquilo”, lembra.

 

Ariele Potenza e e Marcos Breginski investem em coworking – Foto: Divulgação/ND

A mesma receptividade teve a empresária gaúcha Ariele Potenza. Ela mora há 10 anos em Capoeiras e tem negócios no Centro de Florianópolis e em São José.

Há quatro meses Ariele e o marido Marcos Breginski começaram a empreender em Palhoça e se surpreenderam. “Burocracia quase zero. Tudo muito rápido e com boa vontade”, diz Ariele.

O casal está aproveitando que o mercado de Palhoça está mais favorável para negócios de coworking, que é compartilhamento de espaços de trabalho, do que São José e a Capital.

Mas nem mesmo Ariele e Marcos imaginavam que o momento estava assim tão propício. As coisas correram muito bem e em quatro meses abriram um novo espaço.

“Palhoça tem muito a crescer, as outras cidades (São José e Florianópolis) não. Investir em Palhoça é chance de crescimento e sucesso rápidos, com custo fixo muito menor, acho que aproximadamente uns 50%”, afirma Ariele, que também foi conquistada pela “boa energia” de Palhoça.

Reorganização financeira

Foi num momento meio complicado da vida que Ana Oliveira começou a ver Palhoça com olhos mais atentos. Após o fim de um casamento e a mudança no rumo profissional, Ana decidiu trocar Florianópolis por Palhoça.

Ela conta que anos antes já havia trabalhado na cidade, numa agência bancária, mas sem dar atenção. O vai-e-vem entre a casa e o trabalho durou algum tempo sem que a então bancária imaginasse que um dia se apaixonaria pela cidade.

Ana Oliveira diz que encontrou em Palhoça qualidade de vida  – Foto: Divulgação/ND

Há alguns anos Ana é educadora financeira e em suas palestras indica Palhoça como o melhor local para investimento de negócios e realinhamento de emoções. “Aqui tenho sossego, silêncio e acesso a todos serviços que tinha em Florianópolis e várias praias lindas com custo muito menor”, salienta.

Ana afirma que a cidade é ideal para quem busca uma reorganização financeira. “Tudo aqui em Palhoça ajuda muito a alavancar a vida pessoal e financeira”, garante.

Aposta em pesquisa

Os amigos Jeferson de Andrade e Felipe Schmidt começaram a empreender após terem participado de um curso do professor Jorge Barcelos da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) sobre hidroponia, que é o cultivo sem solo. Em 2013 eles começaram a pesquisar tecnologia para automação de estufas hidropônicas para cultivo doméstico.

“Nossa pesquisa foi crescendo junto com o conhecimento do doutor Jorge”, ressalta Schmidt. Todo o desenvolvimento foi realizado na UFSC dentro do LabHidro, o primeiro laboratório de hidroponia do Brasil.

Schmidt, “professor pardal” da dupla – como é chamado pelo sócio Jeferson, criou então uma micro controladora para estufa hidropônica. O equipamento é comercializado a partir do escritório deles no Pedra Branca para o Mato Grosso do Sul, Pará, Amapá, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Felipe Schmidt aciona o sistema de hidroponia criado por ele – Foto: Divulgação/ND

O significativo crescimento e a facilidade que encontraram para empreender na cidade foram os motivos que fizeram com que a dupla de criativos optassem por implantar a empresa em Palhoça.

“Aqui nós temos a ambiente ideal para o trabalho que queremos realizar”, afirma Jeferson.

Incentivo

Diego Chierighini é diretor-executivo do Inaitec (Instituto de Apoio à Inovação, Incubação e Tecnologia) de Palhoça e diz que as leis de inovação para atração de novas empresas e a desburocratização dos processos se destacam na hora de um empresário decidir se investe ou não no município.

“Os empresários são atendidos por profissionais que apresentam a eles os melhores locais para a instalação do empreendimento, por exemplo. São técnicos que conhecem as características do município e isso favorece a assessoria aos investidores”, salienta Chierighini.

De acordo com a prefeitura de Palhoça, no primeiro semestre deste ano, a arrecadação de ISS (Imposto Sobre Serviço) aumentou em 13,28% em comparação ao mesmo período em 2018.

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