Mais de 50 crianças residentes nos Bairros Luís Cabral e Chamanculo “C”, na capital do país, vítimas de violência doméstica, beneficiaram de apoio jurídico e psicológico

no período compreendido entre 01 de Agosto de 2018 a esta parte.

O apoio é fruto de uma iniciativa financiada pela União Europeia (EU) que, para o efeito, desembolsou 400 000 euros.
A informação foi avançada ontem, em Maputo, durante um seminário sobre a prevenção da violência nas escolas, organizado pela Rede Contra o Abuso de Menores (Rede CAME), e insere-se no projecto “Mulheres Activas para Uma Comunidade mais Inclusiva nos Bairros Luís Cabral e Polana-Caniço”.
Segundo Abdul Faquir, representante da Associação Meninos de Moçambique, que se dedica à assistência a crianças e mulheres, parte considerável dos casos envolve agressão física, psicológica e sexual, a maioria dos quais perpetrados por familiares ou pessoas muito próximas.
O representante da UE em Moçambique, Geert Anckaert, que participou no evento, deplora a violência contra as crianças, pois afecta o seu desenvolvimento saudável e harmonioso.

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“Para tornar a luta mais eficaz, a União Europeia tem um compromisso com vários países para diminuir a violência, da qual as crianças são vítimas, pois constatamos que isso afecta o seu desenvolvimento psicossocial”, disse, segundo a AIM.
Por sua vez, Josina Chicuava, do Gabinete de Atendimento da Família e Menores Vítimas da Violência, disse que, infelizmente, apesar de o número de casos de violência de menores nas escolas e no seio da família ser muito elevado, as denúncias ainda são muito reduzidas.
“Recebemos, mensalmente, uma média de 30 casos, mas o maior problema é que os pais e encarregados de educação, bem como as próprias vítimas, não têm o hábito de denunciar. Estamos a lutar, de modo a fazer com que mais vítimas possam denunciar os actos de agressão”, afirmou Chicuava.

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