A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, enviou parecer ao Supremo Tribunal Federal neste sábado (5.jan.2019) reiterando a

manutenção da prisão preventiva (sem prazo para acabar) de João Teixeira de Faria, conhecido como João de Deus.

Veja a cobertura completa do caso João de Deus  

O presidente do STF, ministro Dias Toffoli, havia pedido na 6ª feira (4.jan.2019) uma manifestação sobre o pedido de liberdade feito pela defesa do curandeiro.

João de Deus está preso no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia desde 16 de dezembro. Ele é acusado pelo MP-GO (Ministério Público de Goiás) de violação sexual e estupro de vulnerável.

A decisão do ministro foi tomada após a juíza Marli de Fátima Naves declarar não haver, “até a presente data”, qualquer variação no estado de saúde do curandeiro que exija sua transferência para 1 hospital.

Para Dodge, o caso pode ser tratado na prisão. “Em nenhum dos atendimentos médicos registados no relatório foi especificado algum problema de saúde do paciente que não possa ser acompanhado e tratado no estabelecimento prisional onde se encontra”, escreveu a PGR.

Na 4ª feira (2.jan), ele foi encaminhado ao Hospital de Urgências de Goiânia após ter sido diagnosticado com infecção urinária. Passou por avaliação de uma equipe multidisciplinar e foi submetido a exames. Mais tarde foi liberado para retornar à prisão.

O advogado de defesa Ronivam Peixoto de Morais disse que João de Deus sofreu uma queda na cela devido a uma escuridão na vista, pouco antes de ser levado ao hospital para fazer exames.

Segundo o advogado, o quadro de saúde de João de Deus é crítico, sem condições de ficar preso em regime fechado. João de Deus sofre de problemas cardíacos e já teve câncer no estômago, em 2015, quando submeteu-se a uma cirurgia e passou por tratamento.

Poder360