“Tem gente que fala que precisa derrubar o Bolsonaro, tem gente que fala em impeachment. Veja, esse cidadão foi eleito. Democraticamente nós aceitamos

o resultado da eleição. Esse cara tem um mandato de quatro anos. Agora, ele foi eleito pra governar para o povo brasileiro e não para governar para os milicianos do Rio de Janeiro.”

Lula também mencionou o assassinato da vereadora Marielle Franco, cuja investigação tem sido alvo de críticas. “Ele não pode fazer investigação… Não é uma gravação do filho dele (Carlos) que será a uma ‘prova’”, afirmou, em relação ao depoimento de um porteiro, desmentido pelo Ministério Público, que ligou Bolsonaro às apurações.

Em outro momento do discurso, Lula pediu aos militantes que parassem de xingar Bolsonaro com palavrões.  “Isso não pode ser falado por nós”, disse. “O Bolsonaro já é um palavrão”, acrescentou.

Lula chegou à sede do sindicato um pouco antes das 13 horas. Entrou pelo estacionamento do local e, na companhia de apoiadores, percorreu uma espécie de tapete vermelho que o conduziu até o interior do prédio.

Desde antes de Lula subir ao carro de som, o clima era de campanha eleitoral. Máscaras com o rosto de Lula eram distribuídas para os militantes, que se aglomeraram na porta do sindicato. Nas ruas, quiosques vendem comidas, faixas, camisetas e broches com o nome do petisto.

O ex-presidente viajou de Curitiba a São Paulo em avião fretado. A aeronave de prefixo PP-HUC pertence à Icon Táxi Aéreo e à Brisair Serviços Técnicos Aeronáuticos, de propriedade do apresentador Luciano Huck e de sua esposa, a também apresentadora de TV Angélica.

Com o forte calor, alguns militantes chegaram a passar mal e a aglomeração dificulta a passagem de paramédicos. A militância grita “emergência” para que os pacientes possam se deslocar até equipes do corpo de bombeiros.

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